Close Menu
To AquiSC!To AquiSC!
    A mais vistas

    Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco

    30 de setembro de 2026

    Governo publica estratégia para avaliar hospitais particulares; veja

    30 de setembro de 2026

    Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões; confira os números sorteados

    29 de setembro de 2026
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Ultimas Noticias:
    • Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco
    • Governo publica estratégia para avaliar hospitais particulares; veja
    • Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões; confira os números sorteados
    • Água custa mais caro que cerveja na Oktoberfest em Munique, na Alemanha
    • Cantor Rick: uma semana após queda de helicóptero, retirada de motores na mata depende de melhora no tempo
    • Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 52 milhões nesta terça-feira
    • Bebê que escapou de creche atravessou rua e percorreu distância equivalente a meio campo de futebol; VEJA MAPA
    • Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil
    o Facebook Instagram Whatsapp
    To AquiSC!To AquiSC!
    • INICIO
    • Brasil
    • Mundo
    • Esportes
    • Policia
    • Cidades
    • Politica
    • Economia
    • Saude
    • + Ver Mais
      • Educação
      • Tecnologia
    To AquiSC!To AquiSC!
    Home»Brasil»Onda de calor na Europa bate recordes e expõe crise climática
    Brasil

    Onda de calor na Europa bate recordes e expõe crise climática

    Guilherme Jeronymo - Reporter da Agencia BrasilFonte: Guilherme Jeronymo - Reporter da Agencia Brasil29 de junho de 2026Nenhum comentário
    o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Whatsapp Reddit Tumblr E-mail
    onda-de-calor-na-europa-bate-recordes-e-expoe-crise-climatica
    Onda de calor na Europa bate recordes e expõe crise climática
    Compartilhe:
    o Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    A primeira onda de calor do verão europeu deste ano surpreendeu autoridades, a população e a comunidade científica. Foi mais intensa do que o esperado e encontrou um continente que ainda tem legislação trabalhista inadequada e estrutura urbana pouco preparada, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

    Com impacto mais intenso nas regiões central e norte do continente, o fenômeno, marcado por temperaturas mais de dois graus acima da média por pelo menos três dias, registrou temperaturas inéditas no norte da Espanha, na França, em todo o Reino Unido, na Alemanha, na Polônia, na Dinamarca, na Lituânia, na Letônia e na Suécia, de acordo com a revista científica Nature.

    “A explicação consensual para a onda de calor de junho de 2026 centra-se num padrão de bloqueio atmosférico designado Omega Block. As temperaturas extremas são possibilitadas por uma ‘cúpula de calor’ (heat dome). Esta é uma área extensa de alta pressão que ficou estacionada sobre a Europa Ocidental. O nome Omega Block resulta da forma da mesma, que se assemelha à letra grega ômega”, explica o professor Vasco Mantas, PhD e diretor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra.

    A Nature divulgou ainda que o aumento das temperaturas registrado na Europa ocorre em ritmo pelo menos duas vezes superior à média mundial. Mantas destacou que o mecanismo de bloqueio atmosférico é o mesmo observado na onda de calor do verão de 2023, mas o fenômeno atual começou mais cedo, não foi o primeiro do ano e apresenta intensidade maior, com temperaturas entre 5 e 12 graus acima das médias sazonais.

    “Em condições normais, a corrente de jato (jet stream) transporta os sistemas meteorológicos de oeste para leste. Mas, durante um bloqueio em ômega, esse fluxo fica alterado e pode desviar-se, isolando os sistemas de pressão. Esse padrão transportou ar quente do Norte da África para a região, trazendo simultaneamente céu limpo e forte radiação solar, o que intensificou ainda mais o calor”, afirma o professor.

    Segundo Mantas, esse tipo de fenômeno tem se tornado mais frequente e intenso, o que reforça a necessidade de medidas urgentes de mitigação e de adaptação dos espaços urbanos e dos territórios mais vulneráveis.

    Paris, 40 graus. Cidade maravilha?

    O planejamento urbano, tema recorrente nos debates ambientais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro, voltou ao centro das discussões diante da onda de calor.

    Embora o continente seja frequentemente associado a políticas ambientais, especialistas afirmam que décadas de expansão urbana e pressão imobiliária reduziram áreas verdes em diversas cidades.

    “Nas cidades faltam áreas verdes e espaços de sombreamento, como parques, que têm sido reduzidos pela pressão imobiliária. Cometemos erros de zoneamento e vamos pagar por isso”, disse o professor Paulo Nossa, da área de Geografia da Universidade de Coimbra.

    Para Nossa, os impactos vão além dos incêndios florestais e das chuvas extremas e atingem diretamente a saúde da população. Segundo ele, políticas públicas precisam adotar estratégias permanentes de monitoramento para proteger principalmente os idosos. Na última semana, o aumento da demanda levou sistemas de saúde ao limite, e a expectativa é de crescimento da mortalidade.

    Os idosos são apenas um dos grupos mais vulneráveis. Crianças, pessoas em situação de rua e indivíduos com doenças cardiovasculares também sofrem maior risco. Outro fator preocupante é a persistência das altas temperaturas durante a noite, o que dificulta a recuperação do organismo e prolonga a exposição ao calor, afirma Lincoln Alves, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordenador-geral de Integração Multinível e Análise de Risco do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

    “É um risco complexo, pois é silencioso, afetando a saúde das pessoas, os sistemas de saúde e outros aspectos sociais, como o funcionamento das escolas. A infraestrutura europeia não está preparada, pois muitos edifícios foram projetados para o inverno, com ambientes adaptados ao frio e menor circulação de ar”, pondera Alves.

    A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que esta é uma das ondas de calor mais intensas já registradas no continente europeu. Na França, a cidade de Palluau registrou temperatura recorde de 43,8 °C. Segundo a agência das Nações Unidas, todo o sul da Europa e a região dos Bálcãs foram atingidos pelo calor extremo, em um cenário agravado pelas mudanças climáticas.

    Crise climática

    Se o termo “crise” tem origem na tradição clássica europeia, especialistas afirmam que a dimensão atual do problema exige respostas concretas e urgentes.

    Em declarações recentes à imprensa, o secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell, afirmou que, enquanto a humanidade continuar a queimar grandes quantidades de carvão, petróleo e gás, “as ondas de calor extremas só tendem a piorar”, assim como outros eventos climáticos extremos, incluindo secas, inundações, incêndios florestais e tempestades.

    Stiell também defendeu a aceleração da transição para fontes renováveis de energia, a proteção das florestas e o fortalecimento das políticas de adaptação às mudanças climáticas.

    O momento é especialmente delicado para a Europa. O verão concentra o maior fluxo de turistas no continente, principalmente nas regiões Sul e Central. Na onda de calor de 2023, países como a Grécia chegaram a fechar pontos turísticos por causa das temperaturas extremas.

    Segundo o professor Paulo Nossa, muitos destinos turísticos ainda não estão preparados para enfrentar episódios prolongados de calor intenso.

    “Não podemos manter a situação como está. Países da costa sul, como Espanha e Grécia, não têm essa previsão institucional, mas uma onda de calor de alguns dias pode arruinar a saúde de turistas e trabalhadores. É preciso estabelecer estratégias de dispersão dos fluxos turísticos, considerando o tempo e os locais de visitação, com menor concentração em determinados períodos e atrações. Isso já tem ocorrido com turistas idosos, mas a população economicamente ativa ainda concentra suas viagens em cerca de dois meses por ano”, afirma.

    O geógrafo também defende protocolos que estimulem horários de visitação mais distribuídos ao longo do dia, privilegiando os períodos de temperaturas mais amenas.

    A adaptação das relações de trabalho é apontada como uma das medidas mais urgentes. Nossa avalia que trabalhadores do setor de turismo, especialmente migrantes e estrangeiros, estão entre os mais vulneráveis aos efeitos das ondas de calor.

    Para ele, é necessário rever normas trabalhistas, ampliar medidas de proteção e adequar jornadas e condições de trabalho à nova realidade climática.

    “As mudanças climáticas deixaram de ser um problema do futuro. Elas já estão transformando a forma como as cidades funcionam, como as pessoas trabalham e como os sistemas de saúde respondem às emergências. A adaptação precisa ocorrer na mesma velocidade em que esses eventos extremos se intensificam”, conclui o pesquisador.

    Compartilhe: o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Telegrama E-mail
    Guilherme Jeronymo - Reporter da Agencia Brasil

    Noticias Relacionadas

    Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões; confira os números sorteados

    29 de setembro de 2026

    Água custa mais caro que cerveja na Oktoberfest em Munique, na Alemanha

    29 de setembro de 2026

    Cantor Rick: uma semana após queda de helicóptero, retirada de motores na mata depende de melhora no tempo

    29 de setembro de 2026

    Comentários estão fechados.

    Anunciantes
     
     
     
    As Mais Recentes

    Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco

    30 de setembro de 2026

    Governo publica estratégia para avaliar hospitais particulares; veja

    30 de setembro de 2026

    Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões; confira os números sorteados

    29 de setembro de 2026

    Água custa mais caro que cerveja na Oktoberfest em Munique, na Alemanha

    29 de setembro de 2026
    Noticias Mais Lidas
    Saude

    Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco

    Fonte: Tamara Freire - Reporter da Agencia Brasil30 de setembro de 2026

    Moradora da capital fluminense, Nataly Saldanha conquistou o título de gestante nota 10 na unidade…

    Governo publica estratégia para avaliar hospitais particulares; veja

    30 de setembro de 2026

    Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões; confira os números sorteados

    29 de setembro de 2026

    Água custa mais caro que cerveja na Oktoberfest em Munique, na Alemanha

    29 de setembro de 2026
    Nossas Redes Sociais
    • Facebook
    • Instagram
    • WhatsApp
    Anunciantes
     
     
     
    • Anuncie em nosso portal
    • WhatsApp : (47)-98457.6213​
    • Celular : (47)-98457.6213​

    Quem Somos

    eSomos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

    Em caso de duvidas fale conosco.

    Email : [email protected]
    WhatsApp: (47) 98457.6213

    Facebook Twitter Youtube Instagram

    As Mais Vistas

    EBC lança convocatória do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas

    29 de julho de 2026

    Pronatec oferta mais de 1,5 mil vagas nas áreas de meio ambiente

    25 de setembro de 2026

    Dia de Combate ao Fumo: treinar não combina com fumar, destaca Inca

    27 de agosto de 2026

    Mais Populares

    Câmara aprova lei com medidas para promover futebol feminino no país

    13 de agosto de 2026

    Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar

    27 de setembro de 2026

    Navio-plataforma da Petrobras atinge produção máxima no pré-sal

    21 de agosto de 2026

    Web & Arts 2026 – (47) 98457.6213

    • Quem Somos
    • Contato
    • Quem Somos
    • Contato
    o Facebook Instagram Whatsapp
    Porta To AquiSC! Todos direitos reservados

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.