
Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
A Apple enfrenta um processo de £2 bilhões (aproximadamente R$ 14,9 bilhões) em Londres, movido em nome de desenvolvedores de aplicativos. A empresa é acusada de abusar de seu poder de mercado ao impor regras de rastreamento mais rígidas a terceiros.
A ação, apresentada nesta quinta-feira (3) ao Tribunal de Apelação da Concorrência de Londres (Competition Appeal Tribunal), é resultado de anos de escrutínio regulatório sobre o recurso App Tracking Transparency (ATT), lançado pela Apple em 2021.
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A Apple afirma que criou o recurso para permitir que os usuários decidam se desejam conceder aos aplicativos permissão para rastrear suas atividades em aplicativos e sites de outras empresas.
No entanto, os advogados responsáveis pela ação alegam que o recurso impôs exigências mais rígidas aos desenvolvedores de aplicativos de terceiros do que aos próprios serviços da Apple, dando vantagem competitiva ao ecossistema de publicidade da empresa.
Ann Pope, ex-alta funcionária da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e responsável pela ação, afirmou que a política da Apple “causou prejuízos muito significativos às empresas que dependem da Apple como guardiã de acesso ao mercado”.
“Esta ação é importante para proteger os direitos das empresas britânicas que dependem da Apple, garantir que as regras aplicadas pela empresa sejam justas e compensar as perdas sofridas pelas companhias britânicas”, disse Pope em comunicado.
A Apple, que já afirmou que o App Tracking Transparency oferece “importantes proteções à privacidade”, não comentou imediatamente o caso.
O App Tracking Transparency tem sido alvo de investigações em diversos países da Europa, especialmente na Alemanha, onde a Apple concordou, no mês passado, em alterar as regras sobre como desenvolvedores de aplicativos podem usar dados pessoais para publicidade direcionada.
A autoridade alemã de concorrência havia acusado a Apple de abusar de seu poder de mercado após críticas da Meta, controladora do Facebook, além de editoras, anunciantes e desenvolvedores de aplicativos cujos modelos de negócio dependem do rastreamento para publicidade.
Órgãos reguladores da França, Itália, Polônia e de outros países também investigaram o funcionamento do App Tracking Transparency.
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Shannon Stapleton
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