
Não existe um único calçado de segurança adequado para todos os ambientes de trabalho. A escolha depende dos riscos da atividade, das proteções necessárias e das condições em que o equipamento será utilizado.
Além da proteção necessária para cada atividade, o desenvolvimento desses equipamentos também considera características relacionadas ao conforto e ao uso durante a jornada. A escolha dos materiais e componentes varia de acordo com a aplicação prevista para cada produto.
Com mais de 70 anos de atuação na indústria do couro, a Viposa também atua no desenvolvimento de calçados de segurança para diferentes aplicações. A fabricação desses produtos reúne etapas de engenharia, produção, laboratório e controle de qualidade.
Proteção e conforto durante a jornada de trabalho
No desenvolvimento do calçado de segurança, proteção e conforto precisam ser considerados desde a fase de planejamento do produto. Além das proteções exigidas para cada aplicação, aspectos como anatomia do pé, estabilidade, flexibilidade, absorção de impacto, peso e conforto térmico fazem parte de todas as decisões tomadas durante a concepção do modelo.
Conforto e proteção são fatores que precisam atuar em conjunto durante a jornada de trabalho
Divulgação/Viposa
A seleção de materiais, palmilhas, entressolas e solados é realizada em conjunto com os elementos de proteção necessários. Dessa forma, a evolução desses componentes e dos processos também permite produzir produtos mais leves e confortáveis sem comprometer o desempenho de segurança.
De acordo com Eduardo Seleme, CEO da Viposa, um calçado de segurança precisa proteger o trabalhador.
“Proteção e conforto não são características concorrentes: precisam funcionar juntas”, afirma.
Três perguntas ajudam a orientar a escolha
A escolha de um calçado de segurança exige análise criteriosa e começa pela identificação do risco real da atividade. Isso porque diferentes ambientes e funções podem exigir proteções distintas. E um modelo adequado para determinada condição não necessariamente atende às necessidades de outra.
Desenvolvidos para diferentes aplicações, os calçados de segurança precisam atender aos riscos específicos de cada atividade profissional
Divulgação/Viposa
Por isso, antes da decisão, é necessário relacionar a atividade realizada aos perigos identificados, aos riscos ocupacionais e à eficácia desejada para controlar a exposição. Conforto e compatibilidade com outros equipamentos utilizados também fazem parte dessa avalia
A legislação brasileira estabelece critérios claros para essa definição. De acordo com a Norma Regulamentadora 6 (NR-6), que regulamenta a seleção dos Equipamentos de Proteção Individual, a avaliação deve considerar a atividade realizada, os perigos e riscos ocupacionais identificados, a eficácia necessária para o controle da exposição, o conforto e a compatibilidade com outros equipamentos utilizados.
No caso dos calçados, também é fundamental verificar o Certificado de Aprovação (CA), as proteções para as quais cada modelo está efetivamente aprovado e as normas técnicas aplicáveis, como ABNT NBR ISO 20344 e ISO 20345.
Para Seleme, o ponto de partida deve ser o risco real da atividade.
“Não existe um modelo único capaz de atender a todos os ambientes. A decisão deve partir das características concretas da atividade e das proteções exigidas para aquela situação. Na prática, a escolha deve responder a três perguntas: qual é o risco, qual proteção é necessária e se o produto foi efetivamente desenvolvido e certificado para aquela condição”.
Cada elemento do calçado desempenha uma função relacionada às condições de uso e às exigências da atividade profissional
Divulgação/Viposa
Controle industrial e ensaios laboratoriais
A qualidade do calçado começa antes de o produto chegar ao usuário. Matérias-primas, componentes e diferentes etapas da produção precisam ser acompanhados para manter a estabilidade dos processos e a repetibilidade das características definidas durante o desenvolvimento.
Os ensaios laboratoriais fazem parte desse controle e, conforme a aplicação do produto, são verificadas características como abrasão, flexão, aderência, absorção de impacto, resistência à perfuração e comportamento frente à água. Já a rastreabilidade dos lotes permite identificar variações e atuar preventivamente.
Segundo a empresa, a durabilidade é apenas uma parte dessa avaliação.
“Depende da qualidade das matérias-primas, da estabilidade dos processos e da repetibilidade das características definidas no processo. Qualidade industrial não significa apenas fazer um calçado durar mais; significa garantir que ele preserve as características de construção e proteção para as quais foi projetado”, afirma o CEO.
Materiais, componentes e elementos de proteção são definidos de acordo com a aplicação prevista para cada modelo
Divulgação/Viposa
Esse acompanhamento envolve diferentes áreas. Engenharia, produção, laboratório e controle de qualidade atuam de forma integrada durante o desenvolvimento e a fabricação, acompanhando materiais, componentes, processos e lotes.
Da identificação do risco ao controle de qualidade, diferentes critérios fazem parte da escolha e do desenvolvimento de um calçado de segurança. Proteção adequada à atividade, conforto durante a jornada, Certificado de Aprovação, normas técnicas e características do produto precisam ser considerados de acordo com as condições em que o equipamento será utilizado.
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